APRENDA A JULGAR SEUS CANÁRIOS

 COMO JULGAR SEUS CANÁRIOS


 Neste artigo exporemos, com base no Manual de Julgamento da OBJO, os critérios necessários para se classificar e se pontuar um canário, esperando que este, ajude aos novos criadores a entenderem como devem proceder na escolha de seus canários para um concurso. 

 CRITÉRIO DE JULGAMENTO DA PLUMAGEM 

 Neste item o juiz tem a seu dispor o máximo de 15 pontos. 

 Pássaros que apresentam uma plumagem completa, uniforme, lisa , aderente e sedosa. As penas devem se recobrir e se superpor. As asas e cauda serão completas e intactas. 

As asas deverão se tocar levemente sem cruzar, a cauda deverá ser fechada, formando um “M” no final. (exemplar MUITO BOM

 · Pássaros que apresentam apenas um dos defeitos penalizáveis. (exemplar BOM)

 · Pássaros que apresentam mais de um dos defeitos penalizáveis (exemplar REGULAR

 · Pássaros que apresentam diversos defeitos penalizáveis.(exemplar FRACO

 DEFEITOS PENALIZÁVEIS 

 1. Plumagem muito ou pouco abundante, seca, desordenada ou muito curta.

 2. Plumagem incompleta.

 3. Rêmiges e retrizes desordenadas (penas desalinhadas, rabo aberto, asa quadrada).

 4. Presença de penas não aderentes, após a linha dos olhos (chifres e/ou pestanas). 

 CRITÉRIO DE JULGAMENTO DO TAMANHO

 Neste item o juiz poderá conceder ao pássaro o máximo de 10 pontos.

 · O tamanho do canário está compreendido entre 13 e 15 cm. Porém, devido à impossibilidade de, em julgamento, se medir um pássaro, devemos utilizar o seguinte critério:

 · Pássaros que não causem dúvidas e estejam dentro dos padrões. (exemplar MUITO BOM)

 · Pássaros que possam causar dúvidas de estarem dentro dos padrões, porém apresentem boa proporção de formas.(exemplar BOM

 · Pássaros que, apesar de estarem a olhos vistos fora do padrão, apresentem equilíbrio de formas. (exemplar REGULAR)

 · Pássaros excessivamente fora do padrão. (muito grande ou muito pequeno). (exemplar FRACO

 CRITÉRIO DE JULGAMENTO DA FORMA 

 Para este item o juiz tem a seu dispor 10 pontos.

 Um bom exemplar deverá apresentar as seguintes características: 

 · Cabeça arredondada, harmônica, com bico curto e cônico. Olhos arredondados, brilhantes, dispostos numa linha imaginária, superior à linha média do bico.

 · Pescoço ligeiramente curto e proporcional ao comprimento do corpo.

 · Dorso largo e relativamente curto, formando um único e harmonioso bloco com as asas, que devem se apoiar natural e simetricamente sobre a base da cauda.

 · Peito largo e arredondado, harmonioso com os demais segmentos.

 · Tronco não deve ser muito pesado ou muito frágil, em harmonia com o pescoço e a cabeça, dando ao conjunto uma impressão de elegância e beleza.

 · Cauda não deve ser muito longa ou muito curta, harmonizando-se com o comprimento do corpo. Não deve ser aberta em excesso.

 · Membros inferiores robustos e sólidos, com dedos fortes e bem implantados, dando ao pássaro firmeza no poleiro. 

 DEFEITOS PENALIZÁVEIS 

 1. Cabeça achatada, pequena, grande ou pesada em relação ao corpo. 

 2. Bico fino, longo ou curvo. 

 3. Pescoço fino e longo ou muito curto, dando a impressão que a cabeça se fixa diretamente no corpo.

 4. Dorso proeminente ou escavado. 

 5. Peito achatado, saliente ou muito proeminente. 

 6. Tronco muito fino ou muito grosso, a ponto de tirar a elegância do canário. 

 7. Cauda aberta, em forma de cauda de andorinha. 

 8. Pernas muito longas, com coxas finas e descobertas ou muito curtas e escondidas na plumagem do abdômen. 

 9. Pássaros que apresentam visível mestiçagem com canários de porte. 

 10. Pássaros que apresentem, no máximo, um dos defeitos em proporção limitada. (exemplar MUITO BOM

 11. Pássaros que apresentem um dos defeitos de maneira evidente. (exemplar BOM) 

 12. Pássaros que apresentem dois a três defeitos em proporção limitada. (exemplar REGULAR

 13. Pássaros com mais de três defeitos. (exemplar FRACO)

 CRITÉRIO DE JULGAMENTO DA PLUMAGEM 

 Neste item, o juiz tem à sua disposição 10 pontos. 

 · Entendemos por elegância a maneira como o pássaro se apresenta na hora do julgamento. Este item está diretamente ligado ao anterior (forma), pois um pássaro com má forma dificilmente será elegante. 

 · Dizemos que um pássaro é elegante quando este apresentar: força, vivacidade e porte. 

 · O pássaro, quando em repouso, deve apresentar corpo e cauda em uma mesma linha, formando ângulo de cerca de 450 com o poleiro. 

 DEFEITOS PENALIZÁVEIS 

 1. Pássaros muito nervoso, selvagens ou apáticos, parados sobre o poleiro. 

 2. Pássaros que apresentem asas caídas ou excessivamente cruzadas. Cauda em desarmonia com o corpo (excessivamente curta ou comprida). 

Pássaros que se apresentem no poleiro deitados ou erguidos. 

 · Pássaros que não apresentem defeitos de maneira evidente. (exemplar MUITO BOM)

 · Pássaros com um defeito. (exemplar BOM

 · Pássaros com dois defeitos. (exemplar REGULAR

 · Pássaros com vários defeitos. (exemplar FRACO

 CRITÉRIO DE JULGAMENTO DA APRESENTAÇÃO

 Neste item o juiz poderá conceder até 5 pontos. 

 · Entendemos por apresentação o estado de saúde e limpeza do pássaro.

 · O pássaro deve apresentar bico e penas totalmente limpos, patas sem lesões, crostas ou escamas, unhas com comprimento normal, saúde perfeita. 

 1. Pássaros em perfeitas condições de saúde e higiene. (exemplar MUITO BOM)

 2. Pássaros que apresentam apenas um item negativo. (exemplar BOM

 3. Pássaros que apresentam dois itens negativos. (exemplar REGULAR

 4. Pássaros com vários itens negativos. (exemplar FRACO)

A FORMAÇÃO DO PLANTEL

 A FORMAÇÃO DO PLANTEL 

João F. Basile da Silva. Brasil Ornitológico • nº 58 • Fev - Mar - Abr 13 

 Quando o criador principiante se depara com o grande mundo da canaricultura doméstica, sua primeira reação é de espanto e surpresa. A maioria não imagina que por traz daquele canário que viu numa exposição, ou mesmo cantando a varanda de alguma casa, exista um mundo tão rico em cores, ciência e beleza. 

O descobrimento disso gera no criador iniciante, o desejo de “entrar de cabeça” nesse grande mundo, o que pode fazer com que decisões precipitadas e erradas sejam tomadas. Os passos que transformarão o principiante num criador de sucesso devem ser dados com cautela, e o ingrediente necessário e indispensável nessa fase é a informação. 

 A formação do plantel é um desses primeiros passos e significa mais do que apenas se perguntar: Que cores devo criar? 

 O criador principiante deve, inicialmente ter informações, ou ao menos noções de como adquirir pássaros em condições de criar, sanitariamente falando, e que lhes darão a satisfação que espera obter do novo hobbie. 

O auxilio de um criador experiente é interessante nessa fase. O principiante deve saber que um pássaro sadio apresenta características que devem ser avaliadas como plumagem, estado das patas, olhos, respiração, etc.

 Um pássaro sadio tem a plumagem brilhante, limpa e aderente (com algumas exceções em raças de porte). 

As patas também devem ser limpas, sem escamações ou ulcerações. As unhas devem estar perfeitas. 

O abdômen também deve ser examinado (a famosa “assoprada”) e deve se apresentar liso, brilhante, sem manchas ou veias aparentes, e com leve acumulo de gordura.

 Nos machos, o espigão (local que abriga os órgãos sexuais) deve estar proeminente, nas fêmeas o abdome deve ser plano e liso.

 Os olhos também e devem ser brilhantes, sem apresentar lacrimejamento ou mesmo falta de penas ao seu redor, indicativo seguro em caso positivo que o pássaro não está em perfeitas condições de saúde.

 A respiração do pássaro também é um fator importante, e deve ser compassada sem chiados ou espirros.

 O comportamento geral do pássaro também deve ser avaliado. 

 Um pássaro sadio movimenta-se constantemente, emite piados e os machos cantam. 

Um pássaro quieto, apático e “embolado” (com as penas arrepiadas) é um e, portanto sem condições de criar. 

 A muda de penas deve estar completa e terminada, pois existem moléstias e disfunções que provocam muda de pena crônica, e um pássaro em muda não cria.

 Para que essa avaliação seja bem feita, os pássaros devem ser adquiridos numa época em que a muda normal de penas esteja completada, ou seja, nos meses de maio a agosto. 

 Os pássaros a serem adquiridos, devem ser preferencialmente filhotes do ano. 

A aquisição de pássaros adultos é tarefa para criadores mais experientes. 

A aquisição de pássaros em perfeitas condições de saúde é condição necessária para que uma criação tenha sucesso. 

Além das informações acima, o criador iniciante deve procurar se filiar a um clube ornitológico mais próximo, e obter junto aos seus dirigentes mais informações a esse respeito. A F.O.B. e OBJO através de seu sitewww.fob.org.br também fornece informações importantes sobre esse e outros assuntos. Sabedor disso, o principiante deverá escolher as cores ou raças que deve criar, e para isso são necessárias novas informações. 

O manejo de criação é uma experiência que se adquire com o tempo. Com isso, o iniciante deve procurar começar com pássaros menos exigentes nesse aspecto.

 Manejo nesse caso significa não apenas a condução da criação em si (acasalamento, postura, alimentação), mas também o manejo genético (acasalamentos visando melhores resultados) sabe-se que existem cores e raças de porte que apresentam dificuldades que só podem ser contornadas por criadores com bastante experiência. 

Ninguém aconselharia um novato a começar com Frisado Parisiense ou com acetinados com fator, só para citar dois exemplos. 

O iniciante deve estar ciente que o primeiro ano deve ser de aprendizado, principalmente em relação ao citado manejo. 

Para isso existem cores e raças de porte com características mais adequadas ao criador que começa. 

Entre os canários de cor, temos a linha clara clássica sem fator (série litocrômicos clássicos sem fator) e mesmo a linha escura clássica sem fator (verdes, azuis, ágatas e isabelinos). 

São séries normalmente proliferas e de manejo genético simplificado. (Sugerimos apenas os canários sem fator vermelho, uma vez que o manejo dos corantes é um passo que, acreditamos, deva ser dado posteriormente ). 

 Entre os canários de porte podemos citar os fife fancy, raça espanhola e outras raças de porte pequenas, indicadas pelos mesmos motivos citados acima.

 Finalizando, caso o objetivo do criador principiante seja se desenvolver tecnicamente e participar de concursos, deve também visitar criadores com experiência e que participam dos campeonatos, com o objetivo de aprender a dirigir sua criação na direção da cor ou raça que mais lhe agrada.

Ovo Entalado, como resolver!

 Ovo Entalado, como resolver

Antonio Carlos Lemo Método - Brasil Ornitologico Nº 55


 Visando transmitir algum conhecimento aos criadores iniciantes ou experientes sobre problemas comuns a todos nós, publicamos a seguir, dois métodos para resolvermos o problema com “ovo entalado”. 

No Primeiro, trata-se de um método “mecânico”, simples, e conhecido há muito tempo e que é relatado pelo criador Álvaro Blasina que todos conhecemos e que com certeza é um especialista em criação de pássaros, e portanto seus conselhos merecem nosso crédito.

 O Segundo, é um método científico, escrito pela Médica Veterinária, especialista em aves, Dra. Stella Maris Benes que já publicou diversos livros sobre os pássaros, formas de tratamento etc. e que é muito conhecida e respeitada em nosso meio. De qualquer forma, acho que todo criador, com certeza deverá tentar usa-los, pois, parece que o problema de ovo entalado acontece sempre com “aquela” fêmea, de que tanto esperamos seus filhotes.

Método Mecanico

Álvaro Basina

 O tema é muito interessante, pois a cria está começando e os casos de ovos presos acontecem com relativa freqüência. Permito-me emitir opinião sobre o procedimento nesses casos. O ovo preso se deve a uma interrupção no fluxo normal do ovo pelo oviduto. Assim sendo, por alguma causa fisiológica, a casca fica colada na parede do oviduto, de tal forma que não consegue fluir normalmente, a canária não consegue botar e acaba sucumbindo. 

O uso de vapor de água é inócuo, pois não se trata de aumentar a dilatação. O uso de óleo lubrificante pode até ajudar, mas na maioria das vezes não consegue o objetivo. Quebrar o ovo então em 90% dos casos é fatal. Se a casca trincar, ou vazar o conteúdo para dentro do oviduto, é infecção na certa e a morte é segura. 

 O método que mais funciona por incrível que pareça, é o de tentar mecanicamente desprender a casca do ovo preso, da parede do oviduto. O sistema que Irei descrever parece inacreditável, mas foi me passado muitos anos atrás, e pude. Comprovar a sua eficácia na minha criação e com inúmeros amigos que me pediram ajuda em circunstâncias similares.

 Coloque a canária dentro de uma lata ou vidro, tampe e ponha no chão para girar, de um lado para o outro, várias vezes. Isto fará com que a canária girando, e a clara se deslocando, faça a força necessária para que mecanicamente o ovo se desprenda. 

Retire a canária da lata, e coloque no ninho. Como por arte ou passe de mágica, em poucos minutos irá botar e ficará como se nada tivesse acontecido. O processo da cria continuará normalmente, isto é, botará os outros ovos, chocará, etc. etc. 

Alguns ficarão céticos quanto a este procedimento, como eu fiquei quando me foi indicado, mas ele tem um altíssimo grau de sucesso. Boa sorte a todos! 

 Método Científico

Estella Maris Benez 

 Quando o ovo chega a colar no oviduto é porque a ave está tentando reabsorver o ovo que não faz a virada da última hora e não sai. 

 E o ovo não faz esta virada por infecções, por falta ou falha de absorção de cálcio, por excesso de postura. Mesmo que o ovo descole e saia fica seqüelas de fraqueza, ou cicatrizes, ou redução da vida de postura da fêmea, e caso demore a botar, ocorrerá à mumificação de outros ovos no útero ou postura fora do útero. 

 Quando isto ocorrer, dê soro Hidraforte no bico ou água de coco direto no bico com auxilio de cotonete. Dê Calciotrat B12 - 1 gota 4 vezes ao dia - Urgente e mantenha-a com Macromix na farinhada. 

Pode colocar Glicerina líquida na cloaca - 3 gotas. Homeopatia - Pulsatilla nigricans 6CH e Calcarea carbonica 6Ch na água de bebida e mantenha 5 dias seguidos com o soro e o cálcio na água de bebida. 

A ave botará este ovo em menos de 24 horas, de forma segura, sem seqüelas e sem riscos de vida. 

 A lata as vezes funciona por simples solução mecânica em alguns casos menos graves sem mumificação dos ovos ou aderência grave. Procurem fazer técnicas cada vez mais embasadas e seguras.

O que fazer para ter sucesso na reprodução de 2025: Um guia para iniciantes na Canaricultura



A época de reprodução é, sem dúvida, uma das fases mais aguardadas pelos criadores de canários. Se você está começando na canaricultura, é natural ter muitas dúvidas sobre como preparar seus pássaros para que a temporada de 2025 seja um sucesso. Por isso, preparamos  este guia simples e objetivo para te ajudar a ter ótimos resultados. Vamos aos pontos mais importantes:


1. Vermifugação: A saúde vem primeiro!

Antes de pensar em acasalamento, é fundamental garantir que seus canários estejam livres de parasitas internos. A vermifugação deve ser feita pelo menos 30 dias antes do início da temporada de reprodução.

👉 Dicas importantes:

Utilize um vermífugo específico para aves (consulte sempre a bula ou o veterinário).

Repita a dose conforme orientação do fabricante.

Após a vermifugação, ofereça um bom polivitamínico para ajudar na recuperação e fortalecer o sistema imunológico dos pássaros.


2. Separação dos casais: O momento de preparar o ambiente

Após a vermifugação, é hora de separar machos e fêmeas. Isso serve para estimular o interesse entre eles e garantir que o acasalamento aconteça no momento certo.

👉 Como fazer:

Mantenha os machos e fêmeas em voadeiras diferentes.

Durante esse período, aumente a oferta de alimentos ricos em proteínas e vitaminas, como farinhadas e vegetais permitidos.


O ideal é que eles só se encontrem quando ambos estiverem prontos para a reprodução.

3. Escolha do ninho correto: Conforto e segurança para os filhotes

A escolha do ninho pode parecer um detalhe simples, mas faz toda a diferença.

👉 O que observar:

Prefira ninhos do tipo taça, feitos de material que permita boa ventilação (como plástico ou arame com forro de sisal).

Posicione o ninho em local protegido de correntes de ar e com boa iluminação indireta.

Forneça material para a fêmea fazer o acabamento do ninho (sisal, fibra de coco, juta, entre outros próprios para aves).

4. Como saber se a fêmea está pronta?

Identificar o momento certo da fêmea é essencial para não antecipar o acasalamento.

👉 Sinais de que a fêmea está pronta:

Ela começa a carregar material para o ninho.

Fica mais agitada e vocaliza com frequência.

Apresenta a região da cloaca mais inchada.

Quando vê o macho, fica em posição receptiva (levantando a cauda e abaixando o corpo).


Somente após esses sinais é que você deve colocar o macho com ela.

5. Como desmamar os filhotes: O cuidado após o nascimento

Após a eclosão dos ovos, os pais cuidarão naturalmente dos filhotes. Mas o criador precisa ajudar oferecendo uma farinhada fresca e de qualidade, além de manter a higiene das gaiolas.

👉 Fase de desmame:

Por volta dos 25 a 30 dias de vida, os filhotes começam a se alimentar sozinhos.

Observe se eles estão realmente comendo antes de afastá-los dos pais.

Mantenha a farinhada e sementes descascadas para facilitar o aprendizado.

6. Quando separar os filhotes dos pais?

A separação dos filhotes deve ser feita de forma gradual e cuidadosa.

👉 Recomendações:

Assim que os filhotes estiverem comendo bem sozinhos, você pode transferi-los para uma gaiola própria para filhotes.

Evite separar antes dos 30 dias, pois isso pode afetar o desenvolvimento deles.

Após a separação, continue oferecendo alimentação de fácil acesso e suplementação vitamínica.


Considerações finais:

A reprodução de canários é uma experiência incrível, mas que exige planejamento, paciência e cuidados diários. Seguindo esses passos simples, você aumentará muito as chances de sucesso na temporada de 2025.

Lembre-se: o foco é criar com responsabilidade e qualidade!

Se você gostou desse conteúdo, compartilhe com outros iniciantes e acompanhe nossas redes sociais para mais dicas sobre canaricultura!

Saiba como Detectar Coccidiose em Canários

Coccidiose como detectar?


Existe uma forma muito simples para detectar se a ave está com coccidiose.


Por vezes morrem canários em poucos dias em que apesar de estarem obesos perdem peso em dois ou três dias notando-se o fígado. A pessoa fica a pensar que morreu com problemas de fígado devido à obesidade. É comum nos criadores ficar-se a pensar que foi essa a causa da morte, mas o problema pode ser outro, coccidiose.


Para se tratar de coccidiose terá que existir sangue nas fezes da ave devido às hemorragias no intestino. Nalguns casos dá para ver sangue nas fezes, noutros casos não nos apercebemos.

Existe um produto que só reage em contacto com sangue, e esse produto é a agua oxigenada, eis o método para testar se a ave está com coccidiose.



Basta colocar uma gota de agua oxigenada no dejecto da ave, se existir reacção (borbulhar) é mau sinal, existe sangue, logo existe hemorragia, infelizmente coccidiose. Se não borbulhar, a ave não está com coccidiose.


Experimentem, espero que os vossos resultados da agua oxigenada com as fezes não reaja, é bom sinal.



Fonte: http://http://avesabrigada.wordpress.com



Como Alimentar os Filhotes



 O criador pode ajudar a fêmea a tratar os filhotes com pouco desenvolvimento, será necessário o  providenciar um palito de fósforo, ou um bastão afinado na ponta com 2mm mais ou menos. Observar bem se não ficou farpas ou pontas agudas. Nos casos que as fêmeas não alimentam os filhotes devemos alimentar de 3 a 4 vezes por dia com papa de pão ou farinhada com ovo levemente umedecida para facilitar a absorção pelo filhote. 

 Retire o ninho com cuidado não assustando a fêmea; com movimentos feitos no ninho os filhotes abrem o bico facilmente. Nos primeiros dias você poderá encontrar alguma dificuldade em alimentar o filhote, porque eles não param de mexer a cabeça, mas com a pratica e o tempo irá adquirir prática e os filhotes começarão a se firmar melhor, parando a cabeça quase que numa só posição. 

 A quantidade a ser dada vária da fome do filhote, perceba que no início eles comem e o alimento passa direto sem ficar no papo, após uns dias você notará que a comida já irá parar no papo e você perceberá, se esta bem alimentada ou não, o papo parece que esta inchado, mas não e necessidade de se preocupar por ser um fato normal. 

Às vezes irá notar que o papo fica com um pouco de ar dentro (bolhas de ar), isto também não é problema e resolverá sozinho conforme o alimento vai sendo ingerido. Quando for alimentar o filhote pela última vez ao dia, esta alimentação necessita de ser a mais completa possível, pois o filhote ira passar um longo período noturno com aquela última alimentação.


 Sempre após de fornecer alimentos para os filhotes verifique se suas narinas e bicos estão limpos para evitar que a comida resseque e tampe as narinas do filhote

ADIMINISTRANDO PROPOLIS PARA OS CANÁRIOS

 O PROPOLIS 

Mário di Natale l Tradução: Rafael I. Estrada Mejia, Regeria Rocha Gonçalves Revista ABC Ornitológico 2004 


 Antibiótico natural isento de efeitos colaterais. 


 No número de março de 2002 de Itália Ornitológica no artigo "Os fármacos como preventivos", tínhamos feito alusão a algumas afirmações de médicos pesquisadores, nacionais e internacionais, sobre os efeitos colaterais dos fármacos. Enfatizava-se o conceito segundo o qual antes de se empregar um fármaco é necessário avaliar, caso por caso, se são maiores os riscos que se correm ou os benefícios desejados. 

 Todos os fármacos apresentam efeitos colaterais? Da Fitoterapia (medicina natural) aprendemos que existe na natureza uma resina que reveste os frutos de algumas plantas como o pinheiro, o salgueiro, o olmo, a cerejeira e tantas outras que as abelhas recolhem e elaboram com as enzimas de suas secreções a assim chamada propelis, um antibiótico natural com múltiplas funções. 

As propriedades terapêuticas da propelis foram descobertas em tempos remotos e foram os egípcios quem utilizaram esta substancia para os cuidados do aparelho respiratório, para os estados gripais, para as infecções da pele, para a cicatrização das feridas, e para outras afecções de natureza variada. Composição química da propelis Num primeiro momento, os efeitos benéficos foram empiricamente demonstrados, até que, recentemente, alguns pesquisadores no campo da Fitoterapia, entre eles o francês Pierre Lavic (1960) descobriu neste antigo fármaco os seus numerosos componentes (veja o esquema) que detalhadamente confirmaram suas propriedades terapêuticas descobertas há cerca de 40.000 anos.

 • 50% resinas e bálsamos: ácidos urânicos, ácidos aromáticos, etc.

 • 30% gorduras e vitaminas: ácidos graxos, óleos essenciais, vitaminas do grupo B, vitamina C, vitamina E; 

 • 10 de Polifenóis: Flavonóides (Galangina);

 • 5% Pólen; • 5% Sais minerais: cálcio cobre, ferro, bário, crômio, etc.

 Parece que são os ácidos orgânicos e os polifenóis, contidos na propelis, que desenvolvem, principalmente, uma dupla ação antibacteriana — bacteriostática e bactericida - significando que, respectivamente, tanto impede a multiplicação das bactérias como as mata. Outras propriedades da propelis

 A propelis, além da propriedade antibacteriana, tem uma outra propriedade que para nos criadores é de extrema importância. É um antimicotico. Age, sobretudo, contra a Cândida e Microsporo, graças à presença dos polifenóis que bloqueiam o crescimento dos fungos. E são as próprias abelhas que, segundo um instinto natural, reconhecem na propelis esta função e a utilizam para revestir as paredes onde a abelha-rainha põe os seus ovos, como defesa dos ataques de fungos e bactérias. Desenvolve uma ação imuno-estimulante. 

Esta ação faz crescer a resistência do organismo graças ao efeito dos flavonóides (galangina) e da vitamina C que estimulam a síntese dos anticorpos e potencializam o sistema imunológico contra os agentes patogênicos. Segundo as afirmações de renomados fitoterapeutas, a propelis não tem efeitos colaterais e pode ser utilizada também por longos períodos e em doses mais elevadas. A propelis usadas nas nossas criações Devido às suas múltiplas ações e por ser um antibiótico natural de amplo espectro, a propelis pode ser usada na ornitologia, sobretudo, para a prevenção daquelas formas bacterianas intestinais que no período de incubação prejudicam os filhote até o nascimento. 

Pode ser usada, também, nas doenças das vias respiratórias, nas dermatites das patas que freqüentemente provocam inflamação e rubor devidos, principalmente, aos erros alimentares, picada de insetos e falta de higiene. 

 Onde encontrar a propelis Para as nossas necessidades podemos utilizar a propelis que aparece no comércio na forma de solução (gotas), encontrada em farmácias (naquelas onde se encontram produtos fitoterápicos) ou em lojas que vendem ervas e produtos naturais. Uma recomendação: procurar um produto confiável, entre os numerosos encontrados no comércio, preparados por empresas consolidadas e de comprovada experiência científica. 

 Modo de usar (posologia)

 Posologia (experimental) para as doenças intestinais e respiratórias: 

 • 20 gotas em cada litro de água de beber no período de preparação às incubações por 15 dias consecutivos. A mesma dose durante 7 dias consecutivos após o nascimento dos filhotes; 

 • 30 goras por litro de água de beber durante um período de 20 dias, no momento em que uma infecção for manifestada. É prudente neste caso intervir aos primeiros sintomas. Suspender durante 10 dias e repetir a administração por mais 10 dias; 

 • para as demais doenças cutâneas, algumas gotas duas vezes ao dia sobre as áreas afetadas.


 Conclusões 


 A propelis pode ser utilizada, também, junto com outros antibióticos sintéticos. Para os amigos criadores que, segundo uma convicção própria, não pretendem renunciar aos antibióticos tradicionais, mencionamos, em resumo, tudo quanto tem sido relatado pêlos estudiosos qualificados no campo da fitoterapia, isto é; a ingestão da propelis pode ser feita também simultaneamente ao antibiótico alopático. 

Terminada a utilização deste, é conveniente prosseguir 10 dias com a propelis. Esta precaução tem o objetivo de minimizar a queda das defesas imunológicas provocadas pelo antibiótico sintético, redução esta que origina a reincidência da doença.

PARA INICIANTES

 PARA INICIANTES 

 Princípios Básicos da Criação de Canários Artigo Retirado do Site da FOB Vários e bons artigos sobre os princípios de uma criação de canários já foram publicados.

 Todos eles muito objetivos e capazes de orientar com segurança o criador novato. Entretanto, atendendo ao tema, pelo meu prisma de criador, dentro das limitações que uma publicação dessa natureza impõe, sem o objetivo de ser mais completo ou superior aos já existentes, mas com o objetivo apenas de colaborar e, quem sabe, transmitir fundamentos clássicos da literatura e sugerir algumas medidas aprendidas com a prática e que possam ser aproveitadas pelos criadores principiantes. 


LOCAL DE CRIAÇÃO 

Para iniciar uma pequena criação de canários, geralmente pode-se adaptar algum cômodo já existente na casa. De preferência, a acomodação deverá ser provida de ampla(s) janela(s) voltada(s) para o sol nascente. As janelas devem ser protegidas por tela de malha fina para evitar a entrada de insetos e dispostas de maneira a evitar corrente de ar direta sobre as gaiolas, para prevenir o desenvolvimento de problemas respiratórios. 

Entretanto, é necessário que haja circulação de ar, o que muitas vezes pode ser solucionado com pequenas aberturas junto ao forro,que facilitarão a saída do ar aquecido. A previsão do número de casais deverá ser feita de acordo com as dimensões do criadouro, sempre tendo em mente que o mesmo também precisará acomodar os futuros filhotes e que a superpopulação é uma das causas do fracasso na criação de pássaros. 

GAIOLAS 

As gaiolas indicadas para a criação de canários são as de arame galvanizado com grade divisória removível e suportes externos para bebedouros e comedouros. Existem no comércio diversos tipos de gaiolas e excelentes fabricantes.Antes de adquirila é recomendável fazer uma pesquisa cuidadosa para eleger o modelo mais conveniente, o melhor acabamento e preço, sendo interessante ouvir a opinião de criadores experientes. 

Feita a escolha, deve-se adquirir as gaiolas iguais e do mesmo fabricante, com a finalidade de padronizar o equipamento e facilitar o manuseio. Embora um pouco mais caro, deve-se adquirir para cada gaiola, uma grade-piso sobressalente que facilitará a limpeza. Os fundo das gaiolas (bandejas) devem ser forrados com papel absorvente (pode-se usar folhas de jornal) e sempre que houver acúmulo de dejetos troca-se à forração (dias alternados).

 Pelo menos duas vezes por semana as grades-pisos devem ser trocadas por outras limpas. As grades retiradas devem ser imersas em água por algumas horas, depois cuidadosamente esfregadas e lavadas e imersas novamente por algumas horas em solução desinfetante. É preciso dispensar cuidados especiais também com os poleiros, que devem ser mantidos limpos e, se possível trocados a cada duas semanas.

 ACESSÓRIOS E UTENSíLIOS 

São muitos e variados os acessórios e utensílios destinados a equipar as gaiolas de criação que podem ser encontradas no comércio. Deve-se evitar sobrecarregar as gaiolas com equipamentos muitas vezes supérfluos e que acabam dificultando a manutenção da higiene. 

Os melhores e mais práticos são os comedouros e bebedouros de plásticos em forma de concha ou meia-lua, usados no exterior da gaiola. Esses recipientes devem ser mantidos rigorosamente limpos, não admitindo-se que os bebedouros criem limo (algas) e os comedouros acumulem pó. "Após a abertura dos olhos dos filhotes não convém manusear os ninhos, para evitar que os mesmos o abandonem prematuramente, causando sérios inconvenientes." Além da limpeza diária dos bebedouros com pincel, escova e esponja, pelo menos uma vez por semana os mesmos devem ser mergulhados pó ralgumas horas em solução de cloro (Quiboa, Cândida, etc...) e depois enxaguados em água corrente.

 Os comedouros destinados às sementes devem ser constantemente esvaziados para evitar o acúmulo de pó e podem ser trocados para lavagem em espaços de tempos maiores. Para ministrar alimentos úmidos como a farinhada e papas, usa-se vasilha de louça, vidro ou plástico, que devem ser substituídos diariamente e tratados com os mesmos rigores higiênicos. Os canários precisam tomar banhos freqüentes e para isso pode-se adquirir banheiras plásticas de tamanho grande, mas que permitam a sua passagem pelas portas das gaiolas. 

Hoje existem à venda no mercado banheiras plásticas externas, muito práticas, que podem ser adaptadas à porta da gaiola. Durante a época de criação deve-se fornecer aos casais, ninhos adequados, sendo muito usados os de plástico que são duráveis e de fácil higienização. 

Esses ninhos devem receber forros de flanela, corda ou feltro, comumente encontrados em lojas especializadas. É boa prática trocar os ninhos quando os filhotes são anilhados e sempre usar ninhos limpos a cada nova ninhada.

 FORMAÇÃO DE PLANTEL

 Como o objetivo da canaricultura é a qualidade e não a quantidade, o criador inexperiente não deve iniciar sua criação com um número muito grande de casais. Se a intenção for ter um ou dois casais, por passatempo, sem preocupação com os resultados, qualquer casal serve, desde que seja saudável. Entretanto, se o objetivo for criar canários pensando em desenvolvimento técnico e em concursos, deve-se começar com casais de raça ou cor de acordo com a preferência, mas de qualidade reconhecida. 

O criador deverá então se filiar a um clube ornitológico que Ihe possibilitará participação e convívio com outros criadores. Para se conseguir bons pássaros é prudente visitar criadores de prestígio, que poderão dar valiosas orientações sobre os acasalamentos pretendidos e fornecer matrizes de qualidade técnica indiscutível A compra de anilhas em concursos oficiais para registro dos filhotes e algumas regras já estabelecidas são importantes e devem ser lembradas na hora da compra: 

a) - Desconfie dos pássaros baratos, pois geralmente são de qualidade inferior ou portadores de alguma afecção.É aconselhável começar a criação com poucos casais de boa qualidade do que com muitos ruins; 

b) - Compre somente canários que tenham anilhas e solicite do vendedor o seu "pedigree"; 

c) - Não confie somente no seu "gosto"para avaliar um canário que deseja comprar. Certifique-se se ele está dentro dos padrões da cor ou da raça desejada. 

Se possível solicite os conselhos de um especialista e leia o Manual de Julgamento da Ordem Brasileira de Juizes de Ornitologia ( CAIXA POSTAL 48 - SOUZAS / CEP 13 131-970 / CAMPINAS-SP ), inteirando-se das características técnicas que os pássaros devem possuir. 

d) - Não compre exemplares fracos ou enfermos por melhor que seja o seu "pedigree", pois um pássaro nessas condições não será bom reprodutor:

 e) - Lembre-se que um pássaro saudável é esperto e alegre. Sua barriga deve ser limpa e sem manchas, seus pés e dedos sem crostas ou tumefações e sua respiração silenciosa e sem chiado. 

Segundo o saudoso Carlos Gimenez "nem sempre um canário que obteve um primeiro lugar é o mais adequado para criação. Existem canários espetaculares em termos de plantel e criação, que não teriam grandes chances numa mesa de julgamento, ou por estarem com a plumagem desarrumada, ou por terem o rabo um pouco aberto ou por estarem um pouco gordos quebrando assim a harmonia visual. 

Seria muito fácil se você comprasse o macho campeão e a fêmea campeã e acasalandoos obtivesse o novo campeão". 

Claro que os pássaros classificados em concursos devem possuir qualidades, mas também é muito importante a sua origem e potencialidade genéticas, o que justifica o direito muito popular entre os canaricultores: "É preferível um pássaro razoável de uma excelente criação do que um pássaro excelente de uma criação razoável". ACASALAMENTO Considerando-se as variações naturais de luz solar, anualmente ocorre um aumento gradual e contínuo do tempo de duração da luminosidade do dia, a partir de 21 de junho, alcançando o máximo em 21 de dezembro.

 Neste período, considerado foto-período positivo, inicia-se o ciclo reprodutivo dos canários. Assim, entre a segunda quinzena de julho e a primeira de agosto, em nosso hemisfério, dá-se à época recomendada para iniciar os acasalamentos.

 Os machos e as fêmeas deverão ser colocados nas gaiolas de cria, separados pela grade divisória, para um período de adaptação fornecendo-se às fêmeas o ninho e fios de estopa ( desfiada ou em pedaços de 5x5 cm. presos nas gaiolas). Quando os pássaros começarem a trocar comida através da grade e a fêmea a confeccionar o ninho remove-se a grade divisória, sendo então bem menor a possibilidade de brigas geradas por incompatibilidade ou despreparo do casal. 

POSTURA

 A postura do primeiro ovo acontece entre 6 e 8 dias após a primeira cópula e as posturas mais freqüentes são as de 3 e 4 ovos. 

A canária normalmente põe os ovos em dias seguidos, mas em alguns casos pode ocorrer intervalo de um dia entre um ovo e o seguinte. Nas primeiras horas da manhã ( 5 a 7 hs), a canária realiza a postura e depois é coberta pelo macho, o que assegura a fecundação dos ovos posteriores. 

Por isso, não é conveniente entrar no criadouro muito cedo. Todas as manhãs, depois das 7 horas, os ovos recém-postos devem ser retirados e substituídos por ovos de plásticos. 

Os ovos recolhidos devem ser colocados em recipientes com areia, algodão ou semente esférica (evitar sementes pontiagudas como o alpiste, que podem perfurar a casca) e mantidos em temperatura ambiente. Após a postura do último ovo, que normalmente é de cor mais escura, os ovos devem voltar ao ninho, sendo este considerado o primeiro dia da incubação. 

A razão desse procedimento é para que os filhotes nasçam no mesmo dia e tenham a mesma oportunidade de desenvolvimento. 

INCUBAÇÃO 

Normalmente a incubação é de 13 dias e nesse período é conveniente que o ambiente seja tranqüilo e que as manipulações na gaiola sejam rápidas, evitando-se perturbar a canária. "Durante a incubação pode-se fazer o diagnóstico da fertilidade dos ovos a partir do 5º ou 6º dia, examinando-os por transparência através de um foco de luz”. 

Durante a incubação os ovos perdem água através da casca que é porosa e permite também o intercâmbio de gases necessários para a vida do embrião Nesse processo de "respiração do ovo" o vapor da água expelido deve ser reposto. Daí a necessidade, nesse período, de umidade relativa do ar mais elevada. 

As canárias por instinto regulam a umidade molhando suas penas, sendo conveniente colocar banheiras, particularmente ao final da incubação (3-4 dias antes do final), momento em que os ovos necessitam de maior umidade e menor temperatura para que os estímulos de eclosão sejam eficazes e os filhotes possam romper facilmente a casca (78-90 % de umidade). 

Se a fêmea não se banha é conveniente pulverizar os ninhos com água. Em períodos de baixa umidade pode-se também colocar esponja úmida no fundo da gaiola, embaixo do ninho. Durante a incubação pode-se fazer o diagnóstico da fertilidade dos ovos a partir do 5º ou 6º dia, examinando-os por transparência através de um foco de luz e comprovando a existência do complexo embrionário.

 Para isso emprega-se um "ovoscópio" que consiste numa caixa contendo uma Iâmpada no interior e um estreito orifício sobre o qual se coloca o ovo. Observando-se um ovo não fecundado, por esse método, a gema é perfeitamente distinguida, enquanto nos ovos fecundados, a partir do 3º ou 4º dia de incubação já não se distingue a gema como se ela estivesse misturada com a clara. Com a prática, a olho nu pode-se distinguir os ovos, "claros" dos fecundados, pois estes, após seis dias de incubação adquirem uma coloração mais intensa e fosca. 

Segundo Perez e Perez (Bases Biológicas y de aplicación práctica la canaricultura) os ovos abordados constituem perigo pelas emanações que produzem sobre os ovos normais, podendo ser esta a causa de fracasso da incubação. 

Por essa razão, esse autor recomenda a ovoscopia em dois períodos: aos 5-6 dias para identificar os ovos fecundados dos infecundados e aos 10-ll dias para eliminar os embriões mortos.

 NASCIMENTO 

Na maioria dos casos o nascimento se produz exatamente no 13º dia de incubação. Entretanto, se o nascimento não ocorrer dentro do previsto, deve-se ter paciência e aguardar. Várias circunstâncias podem causar o atraso. Há fêmeas que não chocam e saem do ninho com freqüência. A falta de umidade também pode influenciar no atraso.

 Não abra ou jogue fora um ovo pelo menos até o 15º dia de choco e, mesmo assim, faça mais um teste de vitalidade. Para isso coloca-se os ovos em um recipiente com água morna e aguarda-se alguns minutos. Se o embrião estiver vivo, o ovo flutuará com a ponta para baixo, uma vez que a câmara de ar ocupa o pólo mais largo e balançará ligeiramente. 

Os ovos abortados flutuarão de lado, sem movimentos pendulares, ou afundarão. 

ANILHAMENTO 

Para identificar as aves, o sistema mais prático e seguro, consiste na colocação de anilhas nas pernas dos filhotes. A anilha é um anel de alumínio, fechado e inviolável, no qual está gravado as siglas da Federação e da Sociedade que as emitiu, o ano do nascimento, o número de ordem e o número do criador. 

Esta anilha é a identidade do pássaro, pois não sairá mais de sua perna, acompanhando-o por toda a vida. Os pássaros para serem apresentados em exposições e concursos oficiais devem portar obrigatoriamente anilhas. 

As anilhas são colocadas nos canários, com poucos dias de vida, de 4 a 7 dias, mas sempre se tendo em conta o desenvolvimento de suas pernas, evitando-se que a operação seja traumatizante no caso de grande desenvolvimento ou que o pássaro a perca, se a manobra for realizada muito cedo. 

O anilhamento é um processo delicado e às vezes é difícil, para o principiante. Deve ser feito sobre uma mesa forrada com papel, pois ao se pegar os filhotes nas mãos, é comum que os mesmos defequem.

 Para anilhar, toma-se o filhote com a mão esquerda, e com a direita o anel. Passa-se a anilha pelos três dedos anteriores, deslizando-se até o início da articulação. Segura-se a ponta desses dedos e deslocasse a anilha através do dedo posterior, que deve estar no mesmo sentido da perna, fazendo com que o anel passe para a perna. Em seguida liberta-se o dedo posterior, desenganchando-o da anilha. Essa operação pode ser facilitada, untando-se os pés dos filhotes com vaselina ou outro lubrificante neutro.

 SEPARAÇÃO DOS FILHOTES 

A permanência no ninho até 20 dias é considerada normal. As ninhadas bem nutridas deixam o ninho entre 15 e 18 dias. Poucos dias depois, os filhotes começam a bicar os alimentos, principalmente a farinhada, frutas e verduras. 

Com um mês devem descascar e quebrar as sementes, podendo então ser separados dos pais. Uma regra prática e interessante é não separar os filhotes enquanto estes não perderem as penugens da cabeça (espécie de pelos).

 Normalmente, por volta do 25º dia, a fêmea inicia outro ciclo e começa a se preparar para nova postura. Nesse período os pais podem depenar os filhotes em busca de material para confeccionar o novo ninho. Isso pode ser evitado, separando-se os filhotes dos pais pela grade divisória da gaiola e oferecendo ao casal material para a confecção do ninho. 

Os pais alimentam os filhotes pela grade, bastando para isso à colocação de poleiros baixos e próximos à grade divisória, dos dois lados. ALIMENTAÇÃO DOS FILHOTES Deve-se oferecer aos pais alimentação farta e variada. A alimentação deverá ser administrada em pequenas farinhadas com ovo cozido e em várias vezes ao dia. 

Pode-se usar verduras como o almeirão, chicória e couve, sempre muito bem lavadas e frescas, bem como maçã e jiló. O uso de variedades de sementes também é importante. Além do alpiste, a aveia sem casca ( especialmente na primeira semana) e o níger devem ser oferecidos em comedouros separados. Alguns criadores costumam usar pão molhado no leite, com muita aceitação pelas fêmeas. O preparo é feito usando pão d'água, amanhecido, descascado e cortado em fatias, que são mergulhadas em água. As fatias molhadas são espremidas e colocadas novamente na água, repetindo-se a operação várias vezes. Depois, mergulhadas em leite, deverão ser novamente espremidas e oferecidas aos pássaros. Alguns canários não alimentam ou se alimentam mal os seus filhotes, apesar dos cuidados do criador. 

Nesses casos, Delille ( ABC Pratique de l'eleveurs de canaries coulleurs) recomenda além da retirada do macho, oferecer água fortemente açucarada para beber, por um dia, e pedaços de maçã. Outro recurso que pode ser usado, principalmente para as canárias que saem pouco do ninho, é retirar o ninho com os filhotes por alguns momentos. Essa manobra faz com que a fêmea se alimente e ao voltar ao ninho, acabe alimentando os filhotes. É sempre interessante colocar várias fêmeas para chocar ao mesmo tempo, ainda que para isso seja preciso esperar alguns dias. 

Caso falhem todas as manobras para estimular uma fêmea preguiçosa a tratar sua ninhada, resta ainda a possibilidade de distribuir os filhotes entre as fêmeas que estejam tratando bem. Alguns criadores costumam auxiliar as fêmeas, administrando alimentos pastosos no bico dos filhotes, prática essa que é condenada por outros. 

Esse procedimento não deve ser usado o tempo todo, mas acreditamos que nos dois ou três primeiros dias de vida é muito importante, pois permite administrar aos filhotes vitaminas e medicamentos eficientes no tratamento, por exemplo, a colibacilose, patologia responsável pela maioria das mortes no ninho. Além disso, auxilia o desenvolvimento inicial, mantendo os filhotes em condições de se levantarem e pedirem alimentação às mães, aumentando o índice de sobrevivência. As fórmulas das farinhadas que devem ser misturadas ao ovo cozido e passado pela peneira para fazer a "farinhada "ou "farofa ", são muito variadas. Esse assunto é bastante polêmico e cada criador tem a sua própria receita, guardando muitas vezes com grande segredo.

 O objetivo final dessa farinhada é obter uma mistura com proporções adequadas de carboidratos, proteínas e gorduras, além de sais minerais e vitaminas, o que na maioria das vezes não é alcançado. Nas revistas e livros especializados encontram-se várias sugestões para o preparo dessas misturas. Existem hoje no comércio rações balanceadas e adequadas para a mistura com o ovo cozido, que estão sendo usadas por criadores de renome, com bons resultados.

ORIENTAÇÕES PARA ACASALAMENTO DO CANÁRIO DA RAÇA GLOSTER

 Revista da SOC


 Devido as muitas duvidas de novos criadores e interessados em começar a criação do Canário da Raça Gloster, uma das maiores dificuldades tem sido nos acasalamentos. 

Portanto, os detalhes nos acasalamentos são básicos na obtenção da melhoria genética e deve-se atentar para as seguintes orientações. 

Estas são algumas regras obrigatórias que devem ser seguidas no acasalamento do Gloster:

 pode-se cruzar pintado branco com pintado nevado, pintado branco com melânico nevado, pintado branco com lipocrômico nevado, lipocrômico branco com melânico nevado, lipocrômico branco com lipocrômico nevado, lipocrômico nevado com lipocrômico intenso e melânico nevado com fundo branco. 

Não se deve cruzar fundo branco com intenso, intenso com intenso e fundo branco com fundo branco. 

Também não se deve cruzar dois canários de topete, pois o que garante um bom topete é a cabeça perfeita de um sem topete. 

A forma arredonda do Gloster, provem do cruzamento de dois canários sem topete, assim é aconselhável cruzar dois canários sem topete, com objetivo de garantir a forma, para após, cruzar com topete, com sem topete.

 Assim, seguindo esta lógica de cruzamentos iremos garantir qualidade no plantel e também obtermos pássaros nas três classes, ou seja, intensos, nevado e fundo branco, com a subdivisão em lipocrômicos, pintados e melânicos. 

Desta forma teremos as 9 variedades de cores, podendo chegar a 18 entre os com Topete e Sem Topete, isto fará com que teremos a Série completa para participarmos dos concursos da Raça Gloster, dentro do segmento de Canário de Porte.

O FATOR VERMELHO

 


O FATOR VERMELHO


Amadeo Sigismondi Filho



A história do canário vermelho é cheia de episódios e tentativas que remontam há quase um século. Têm-se notícias que as primeiras experiências datam de 1895. Porém, temos como pioneiro da canaricultura vermelha o alemão Bruno Materns, com a introdução do Tarim da Venezuela, por volta do ano de 1914


Ainda fazendo parte do principal grupo temos Dunker, Heniger, Balsen e Dhams. Na verdade, ainda não se conseguiu o verdadeiro canário vermelho em sua expressão máxima e muito dificilmente se conseguirá no futuro.


Recorremos sempre à complementação alimentar e, dado estes recursos, a obtenção de um vermelho por outra forma que não a atual não mais vem sendo procurada. Salvo raras exceções com nosso Tico-Tico Rei na busca de um outro híbrido, que pudesse dar um outro vermelho à plumagem do canário, nenhuma outra experiência vem sendo tentada que se tenha notícia.


TEORIAS SOBRE O FATOR VERMELHO


Há duas teorias que explicam a assimilação do fator vermelho: uma química e outra genética.


QUÍMICA 

No protoplasma da célula do canário encontram-se certos corpúsculos coloráveis do amarelo ao vermelho. Esta origem vem desde o canário ancestral. Porém, o canário não possui o catalisador que possibilita o metabolismo acelerar a reação bioquímica destes corpúsculos.


O catalisador para o vermelho não é o mesmo para o amarelo. A plumagem sempre foi de lipocromo amarelo, até que ocorreu a mutação que inibiu esta cor no manto, dando origem ao canário branco, mas até hoje não surgiu mutação para o vermelho, embora saibamos que hajam dois pigmentos lipocromicos:


AMARELO VERMELHO


Sabemos também que distintos são catalisadores, para que a plumagem possa ser colorir de um ou de outro.

 FATOR VERMELHO Como foi introduzido este catalisador no canário? Pelo Tarim Vermelho da Venezuela (spinus cuculatos) O fator para o vermelho é livre e se comporta de forma independente de outros fatores.


GENÉTICA


A teoria genética quer demonstrar que o processo de transmissão do fator vermelho para o canário teve origem na propriedade que o Tarim tem de transferir, ao híbrido de primeira geração, um gameta com o gen que contém o fator vermelho, dando origem a um híbrido heterozigoto para o caráter considerado, ou seja, um gameta com o gen para o fator vermelho herdado do Tarim e outro gameta herdado da canária, sem o fator vermelho.


Na verdade, nem uma nem outra teoria pode ser comprovada na prática, nem a que é baseada exclusivamente nos princípios genéticos e muito menos aquela que atribui à questão um princípio puramente químico. Há certos fatores que um indivíduo quando o recebe não perde mais, a não ser por um processo de mutação.


Neste caso encontramos os biocatalizadores. Por este motivo é que a união das duas teorias muito provavelmente deve ocorrer.


O Tarim transmite o catalisador que faz acelerar o processo para colorir a plumagem do canário, em cuja célula já se encontra o pigmento vermelho. Não fora isto, os canários hoje em dia mais afastados, gerações várias da linha direta do Tarim não teriam mais a capacidade de absorção do carotenóide vermelho que se lhes administram. Podemos observar ainda, que mesmo uma descendência direta se não ajudamos com substâncias que contenham cantaxantina a progênie carece de uma cor vermelha pronunciada.


Os canários de hoje continuam a colorir tão intensamente como há anos atrás, mesmo se retroagirmos duas décadas, embora lhes falte na plumagem um especial brilho que lhes dava com certos complementos alimentícios como cenoura ralada, pimentão, páprica, etc. Há, nas células dos animais, certas enzimas cuja função é acelerar a reação bioquímica.


Sua ausência impediria esta reação ou esta se processaria de forma extremamente lenta. A estrutura química das enzimas é de natureza extraordinariamente complexa. Há certos pássaros que possuem a capacidade de sintetizar os pigmentos, não só vermelhos como também amarelos.


O Tarim é um caso destes. Há porém uma infinidade deles. Estas aves têm a propriedade de sintetizar os alimentos ingeridos e que contenham caroteno, o produto final que lhes é depositado nas penas, ou seja cantaxantina para o vermelho e xantofila para o amarelo.



O Tarim em estado selvagem se alimenta de substâncias ricas em carotenóides, que lhe permite a manutenção constante do vermelho vivo de sua plumagem. Quando em cativeiro, esta cor vai diminuindo de intensidade, a menos que se lhe dê o produto final, como fazemos com os canários. Seria possível entretanto mantê-lo na cor selvagem, se sua alimentação estivesse muito caroteno tais como cenoura, couve, pimentão, etc. Podemos ainda citar outros pássaros.


O Tangará perde quase totalmente a coroa vermelha, o Corrupião perde o seu laranja forte, ficando em pouco tempo de cativeiro com cor amarela-clara. Dos produtos ricos em caroteno estes pássaros podem sintetizar por processos metabólicos a cantaxantina existente nos mesmos.


Em canaricultura encontramos dois carotenóides de muita importância, especialmente no que concerne à plumagem, ambos quimicamente semelhantes: Amarelo Beta Caroteno (C40 H56) produto final Xantofila Vermelho Cantaxantine (C40 H52 02) No atual estágio da canaricultura não fazemos nada, além de administrar ao canário o produto final: cantaxantina. Estamos incidindo em um grande erro.


O processo genético mão pode e não deve ser descuidado, pois assim cada vez estamos nos afastando mais da linha direta do Tarim, que deu origem ao pigmento vermelho dos nossos canários, o que se constitui em um grande mal.



PARTICULARIDADE IMPORTANTE NA HIBRIDAÇÃO


Quando efetuar hibridação com Tarim, tenha sempre em vista o fim a que se destina o produto: linha clara ou linha escura. Se a sua criação for de linha clara, use o Tarim com uma fêmea vermelha da linha clara. Para linha escura use uma canária cobre.


Ter sempre em vista que um F1 de linha clara não é um bom início para a linha escura, o que só fará retardar a obtenção de exemplares sem manchas. É de se considerar também que o Tarim deve ser usado com uma fêmea cobre quando se quer destinar os F1 para a linha escura e não com as fêmeas ágatas ou isabéis. Via de regra, o criador usa o Tarim para a linha escura, com a finalidade de obter bons cobres, sobretudo no início da hibridação.


O QUE É O CAROPHILL


Segundo os laboratórios Roche são carotenóides pigmentares, em formas estabilizadores, de qualidade uniforme, fáceis de assimilar, sem contra-indicações, com grande rendimento. Com base nestes carotenóides preparam-se três produtos adaptados às condições de emprego na alimentação das aves:


CAROPHILL RED possui 100 miligramas de cantaxantina por grama de produto, utilizado largamente na avicultura comercial para intensificar a coloração da gema dos ovos e também em canaricultura.

CAROPHILL YELLOW constituído por 100 miligramas de éster apocarotenóico por grama de produto, largamente utilizado na criação de frangos de corte para pigmentá-los de amarelo.

 CAROPHILL ORANGE que vem a ser um complexo de mistura a base de 50% dos dois, carophill red e carophill yellow.


Até alguns anos atrás nós usávamos diretamente a cantaxantina para colorir os canários, hoje usamos 100 miligramas desta por grama do produto ministrado. A cantaxantina pura é bem mais roxa do que o carophill red e inegavelmente tem muito mais poder de coloração, sendo porém muito difícil hoje em dia a sua obtenção, sem contar o elevado preço que atinge o mercado.


De três a cinco gramas eram então suficientes para serem adicionados a um quilo de ração. O Carophill, para se obter uma boa coloração, pode ser adicionado na base de 10 gramas por quilo de ração. O criador deve ter também o cuidado de adquirir, no início do processo, todo o carophill que for necessitar, inclusive de uma mesma caixa.


O uso de tubos alternados comprados em épocas diferentes, provavelmente lhe trará amarga surpresa com manchas na coloração. Calcula-se o consumo. Coloca-se em uma folha de plástico todos os tubos adquiridos. Faz-se então uma perfeita homogeneização, para depois recolocar nos tubos.


Ao efetuar a mistura com a ração, alimentar, usar preferentemente um quilo de ração usando sempre a mesma quantidade de carophill red, rigorosamente medida ou pesada. Esta é a forma mais certa de evitar manchas na plumagem.


A época apropriada para iniciar o processo de coloração é de 60 dias após o nascimento. Há porém aqueles que dão carophill desde o ninho. Isto, muitas vezes, evita o trabalho desagradável de arrancar as pequenas penas de cobertura.


Porém, a coloração de ninho nunca chega a atingir o mesmo grau de intensidade do que aquele após a primeira muda. Na Europa não é usado retirar as penas das asas e os pássaros são apresentados em concursos com estas na cor laranja que vem de ninho. Este é tipicamente um hábito do criador da América do Sul.


Vimos que o carophill red é utilizado por criadores de galinhas para obterem ovos com a gema o mais vermelho possível. Este carophill, que vem através da gema, transmite em parte aos canários e sobretudo aos pássaros amarelos que vão muitas vezes tomando uma cor de dourado ou meio dourado, prejudicando a obtenção de bons pássaros com fator de refração. 

Na Europa, o carophill yellow é largamente utilizado nos pássaros, para a obtenção de pássaros dourados fortes, uso sobretudo corrente na canaricultura de porte.

Femea lipo canela


 

 




COMO ANILHAR OS FILHOTES

 Julio César Garcia

 Com 5 a 7 dias os filhotes devem ser anilhados, estes dias variam de espécie para espécie se o canário é de porte ou de cor. 

A anilha é de alumínio e contém dados referentes ao canário e criador, assim como: ano de nascimento da ave, número da ave e criador, (sem esses dados não terá condições de saber a procedência do pássaro, só os sócios poderão adquirir as anilhas que são indivíduais), sigla da sociedade que pertence e a sigla da FOB Federação Ornitológica do Brasil, responsável pela fabricação e fornecimento das mesmas. 

As anilhas devem ser colocadas na perna direita do pássaro e permanecerá pelo resto de sua vida; cuidado para não deixar passar a época de anilhar as aves, passando este período a anilha não passa e se forçar pode quebrar o dedo da ave, por este motivo recomenda-se ter um livro para anotações e controle sobre a criação. A anilha é fechada e não permite falsificação da identidade do pássaro. 

Como Anilhar Filhotes de Canários: Guia Prático para Criadores iniciantes


O anilhamento dos filhotes é uma prática essencial na canaricultura responsável. Mais do que um simples detalhe, a anilha é um documento de identidade para o pássaro, trazendo informações importantes sobre sua origem, ano de nascimento e, em muitos casos, o criador.

Se você deseja criar canários de forma organizada e profissional, saber como e quando anilhar os filhotes é fundamental.


---

O Que é a Anilha?

A anilha é um pequeno anel de alumínio ou outro material leve, que contém dados como:

Ano de nascimento

Sigla do país

Número de registro individual

Código do criador (em anilhas oficiais)


Ela é colocada de forma permanente na perna do filhote e não pode ser retirada sem causar danos à ave, o que garante a autenticidade da identificação.


---

Quando Anilhar os Filhotes?

O momento ideal para anilhar os canários é quando eles têm entre 5 e 8 dias de vida.

Se anilhar muito cedo, o risco é que a anilha escape da perna com o crescimento. Se deixar para muito tarde, a pata já estará grande demais e a anilha não passará.

👉 Dica: Acompanhe o desenvolvimento diário dos filhotes. O período ideal pode variar de acordo com a linhagem e o crescimento de cada ninhada.


---

Como Anilhar Passo a Passo:

Materiais Necessários:

Anilhas de tamanho adequado (para canários geralmente é o tamanho 3, com 3 mm de diâmetro interno)

Álcool 70% (para higienizar as mãos e a anilha)

Um local limpo e tranquilo para o procedimento


Passo a Passo:

1. Higienização: Lave bem as mãos e limpe a anilha com álcool.


2. Segure o filhote com delicadeza: Deite-o suavemente na palma da mão, com as patinhas voltadas para você.


3. Posicione os dedos: Recolha os três dedos frontais (dedos que ficam para frente) e deixe o dedo traseiro (polegar) separado.


4. Passe a anilha: Deslize a anilha cuidadosamente pelos três dedos frontais e pela articulação do tornozelo. Use o dedo traseiro para ajudar, empurrando-o suavemente junto com a anilha até que ela passe pelo calcanhar.


5. Verifique o encaixe: A anilha deve deslizar livremente na canela da ave, sem forçar e sem ficar folgada demais.




---

Cuidados Após o Anilhamento:

Observe por alguns minutos: Certifique-se de que o filhote está confortável e que a mãe o aceitou de volta ao ninho sem problemas.

Acompanhe nos dias seguintes: Confira se a anilha não está causando inchaço ou dificuldade de movimento.

Nunca force a anilha: Se houver resistência excessiva, pare o processo. Tentar forçar pode causar lesões.



---

Por Que Anilhar?

Além da identificação individual, o anilhamento é importante para:

Controle de genealogia e genética

Participação em exposições e concursos

Credibilidade na venda de filhotes

Controle de idade e registros sanitários



---

Conclusão:

O anilhamento é um cuidado simples, mas de grande valor para a organização e o profissionalismo no seu canaril. Com prática e atenção, esse processo se torna rápido e seguro, contribuindo para um plantel bem estruturado.

No Canaril Lap, seguimos sempre os procedimentos corretos para garantir a saúde e o bem-estar dos nossos filhotes desde os primeiros dias de vida.

👉 Gostou das dicas? Continue acompanhando nosso blog para mais conteúdos sobre manejo e criação de canários!

Banho de Sol nos Gloster


Hoje foi dia de banho de sol, aqui em Teresópolis esta fazendo 2 graus, um solzinho faz bem.

Cuidados Antes do Período de Reprodução dos Canários: Preparando suas Aves para uma Temporada Saudável



A época de reprodução é um dos momentos mais aguardados por quem cria canários. Mas, para garantir bons resultados e principalmente a saúde das aves e dos filhotes, os cuidados começam muito antes dos primeiros ninhos serem montados.

A seguir, vamos falar sobre os principais pontos que merecem atenção no manejo pré-reprodutivo no seu canaril.


---

1. Avaliação da Saúde dos Reprodutores

Antes de iniciar qualquer tentativa de reprodução, é essencial que você faça uma avaliação completa da saúde de machos e fêmeas. Isso inclui:

Observação do estado físico geral: As aves devem estar ativas, com boa plumagem e sem sinais de doenças respiratórias ou intestinais.

Exames veterinários (se possível): Um check-up com um veterinário especializado em aves pode detectar doenças silenciosas como micoplasmose, coccidiose e parasitas intestinais.

Controle de parasitas externos e internos: Faça uma vermifugação e, se necessário, um tratamento contra ácaros antes da temporada começar.



---

2. Condicionamento Físico e Nutricional

O período que antecede a reprodução é ideal para reforçar a dieta das aves, garantindo que estejam com reservas nutricionais adequadas.

Alimentação balanceada: Ofereça uma ração extrusada de qualidade ou uma mistura de sementes equilibrada, complementando com farinhadas proteicas.

Suplementação: Vitaminas como a E, minerais e aminoácidos são fundamentais para o preparo reprodutivo. Consulte um especialista para definir o melhor suplemento para o seu plantel.

Frutas e verduras frescas: Sempre em pequenas quantidades e com atenção à higiene.



---

3. Controle de Luz e Fotoperíodo

Os canários são aves fotoperiódicas, ou seja, o aumento gradual da luminosidade diária estimula o início da reprodução.

Se o seu plantel é criado em ambiente interno, ajuste o tempo de luz artificial para 12 a 14 horas diárias, de forma gradual.

Em criações ao ar livre, fique atento ao ciclo natural das estações.



---

4. Preparação do Ambiente

O ambiente do canaril deve ser tranquilo, limpo e bem ventilado, evitando estresse desnecessário.

Faça uma higienização completa das gaiolas e viveiros antes de instalar ninhos.

Separe os casais com antecedência, permitindo uma adaptação visual antes da junção.

Garanta que os acessórios (ninhos, poleiros, potes de água e comida) estejam em perfeitas condições.



---

5. Observação de Comportamento

Nas semanas que antecedem o acasalamento, observe se as aves demonstram sinais de preparo reprodutivo:

Os machos geralmente começam a cantar mais intensamente.

As fêmeas podem começar a carregar materiais como fiapos e penas, mostrando interesse em construção de ninho.


Se notar alguma ave apática, com perda de peso ou com comportamento anormal, é importante buscar orientação veterinária antes de colocá-la para reproduzir.


---

Conclusão

O sucesso na reprodução de canários começa muito antes do primeiro ovo ser posto. Um manejo pré-reprodutivo cuidadoso, focado na saúde, na nutrição e no ambiente, aumenta as chances de uma temporada produtiva e com filhotes saudáveis.

No Canaril Lap, seguimos todas essas etapas com dedicação e responsabilidade, sempre priorizando o bem-estar das nossas aves.

👉 Gostou dessas dicas? Continue acompanhando nosso blog para mais conteúdos sobre criação responsável de canários!

Ração Extrusada x Sementes: Qual a Melhor Opção para a Alimentação dos Canários?


Quando o assunto é a alimentação de canários, uma dúvida muito comum entre criadores iniciantes e até mesmo entre os mais experientes é: “Devo oferecer sementes ou ração extrusada?” Ambas as opções têm vantagens e desvantagens, e entender as características de cada uma é essencial para garantir a saúde e o bem-estar das aves.

Alimentação com Sementes

As sementes sempre foram a base tradicional da alimentação de canários. Milheto, alpiste, niger, linhaça e colza são apenas alguns exemplos das sementes mais utilizadas.

✅ Vantagens das sementes:

Aceitação natural: Por instinto, os canários são atraídos pelas sementes. Eles gostam de descascar e escolher as que mais lhes agradam.

Custo acessível: As misturas de sementes geralmente têm um preço mais em conta, o que agrada muitos criadores.

Variedade: Oferecer diferentes tipos de sementes pode estimular o comportamento natural de forrageamento (busca por alimento).


❌ Desvantagens das sementes:

Dieta desequilibrada: As sementes, principalmente o alpiste e o milheto, são ricas em gordura e pobres em vitaminas e minerais essenciais.

Seleção de grãos: Os canários tendem a escolher apenas as sementes que gostam, o que pode agravar ainda mais o desequilíbrio nutricional.

Risco de obesidade: O consumo excessivo de sementes gordurosas pode levar ao sobrepeso e a problemas hepáticos.

Armazenamento e contaminação: Sementes mal armazenadas podem desenvolver fungos e ácaros, prejudicando a saúde das aves.



---

Alimentação com Ração Extrusada

A ração extrusada é um alimento balanceado, produzido a partir de um processo que mistura e cozinha ingredientes como cereais, vitaminas, minerais, aminoácidos e outros nutrientes essenciais. Ela vem em forma de pequenos grânulos ou pellets.

✅ Vantagens da ração extrusada:

Equilíbrio nutricional: As rações são formuladas para oferecer todos os nutrientes necessários para a saúde dos canários em cada porção.

Praticidade: Não há necessidade de suplementação constante, já que a ração já contém os níveis adequados de vitaminas, minerais e aminoácidos.

Redução de desperdício: Por ser uniforme, a ração evita que o canário selecione os alimentos, garantindo uma alimentação completa.

Menor risco de doenças: Por ser um produto industrializado e embalado corretamente, a ração tem menos chances de estar contaminada por fungos ou ácaros.


❌ Desvantagens da ração extrusada:

Adaptação difícil: Muitos canários, principalmente os que foram criados com sementes, têm resistência inicial para aceitar a ração.

Custo mais alto: As rações extrusadas de qualidade geralmente têm um valor mais elevado em comparação com as misturas de sementes.

Menor estímulo ao comportamento natural: Por ser um alimento processado, a ração não estimula o hábito natural dos canários de descascar e procurar grãos.



---

Conclusão: Qual é a Melhor Opção?

Não existe uma resposta única. Tudo depende do manejo, da finalidade da criação (criação, canto, exposição) e da preferência do criador. Uma opção bastante utilizada por criadores experientes é fazer uma transição gradual das sementes para a ração extrusada, ou até mesmo manter uma dieta mista, sempre com acompanhamento nutricional.

O mais importante é observar o comportamento das aves, garantir a variedade nutricional e, se possível, contar com a orientação de um veterinário especializado em aves.

👉 Dica extra: Independentemente da escolha, nunca esqueça de oferecer água fresca diariamente e, de vez em quando, frutas, verduras e farinhadas, sempre com moderação.

Genética na Canaricultura - Fundamentos Técnicos


Genética Aplicada à Canaricultura:

 Fundamentos Técnicos

A genética na canaricultura é fundamental para o aprimoramento fenotípico e genotípico das aves, seja na cor, porte ou padrão. O correto entendimento dos mecanismos de herança permite cruzamentos mais estratégicos, com previsibilidade nos resultados.

🔹 Tipos de Herança Genética

Autossômica Dominante: Características que se manifestam mesmo com apenas um alelo dominante. Ex.: fator amarelo (X/Y).

Autossômica Recessiva: Somente se expressa quando os dois alelos são recessivos (aa). Ex.: branco recessivo.

Ligada ao Sexo (herança ligada ao cromossomo X): Importante na transmissão de características como o fator vermelho. Machos (XY) transmitem o gene X para as filhas; fêmeas (XX) para ambos os sexos.


🔹 Genótipos Possíveis

Em uma característica recessiva simples, os genótipos podem ser:

AA (dominante puro)

Aa (portador)

aa (recessivo expresso)


Exemplo prático:
Um canário portador de branco recessivo (Aa) cruzado com uma fêmea branca recessiva (aa) tem 50% de chance de gerar filhotes brancos (aa).

🔹 Portadores e sua importância

Um portador é um animal heterozigoto (Aa), que carrega o gene sem expressá-lo. Na canaricultura, a utilização de portadores é comum em características recessivas raras ou indesejadas de se expressar em todos os indivíduos do plantel.

🔹 Cruzamentos Dirigidos

A correta seleção de casais evita problemas de consanguinidade e permite a fixação de características desejáveis:

Linha aberta: diversidade genética, maior vigor híbrido

Linha fechada: reforço de características específicas, com risco de redução na vitalidade


Considerações práticas

Registro genético dos casais e filhotes é essencial para rastreabilidade

A observação de fenótipos deve ser associada à análise genotípica (se possível com testes laboratoriais em grandes plantéis)

O uso de anilhas, fichas e softwares é cada vez mais comum entre criadores sérios


Dominar a genética é o caminho para excelência na criação de canários.
No Canaril Lap, priorizamos o estudo e a responsabilidade genética para fortalecer cada geração.

  A mutação canela em canários, também conhecida como "canela",  é uma variação genética que afeta a cor da plumagem, resultando e...